Controle Populacional sob disfarçe | 29Abr2009 11:50:00
Publicado por: XS
CONTROLE POPULACIONAL SOB O DISFARCE DE PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR
Milhares de milhões de pessoas sofrerão de doenças degenerativas devidas a má nutrição e a acesso limitado a suplementos de saúde se as poderosas corporações globais por trás das novas normas do Codex forem autorizadas a “harmonizar” o mundo.
by Gregory Damato, PhD © September 2008
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O Codeath, desculpem, a Comissão do Codex Alimentarius é uma organização muito mal compreendida. A maior parte das pessoas nunca ouviu falar dela, e aqueles que ouviram podem não ter compreendido a verdadeira realidade desta extremamente poderosa organização de comércio. De acordo com o site oficial do Codex (http://www.codexalimentarius.net), o altruístico propósito desta comissão é “proteger a saúde dos consumidores e assegurar justas práticas comerciais no comércio alimentar, e promover a coordenação de todo o trabalho de estandardização levado a cabo internacionalmente por organizações governamentais e não-governamentais”. O Codex Alimentarius (expressão em Latim para “Código Alimentar”) é regulado num empreendimento conjunto entre a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Breve História do Codex
A história do Codex começa em 1893 quando o império Austro-húngaro decidiu que era necessário um conjunto especifico de regras pelas quais os tribunais se regessem em casos que envolvessem alimentos. Este conjunto de ordens reguladoras ficou conhecido como Codex Alimentarius. Foi efectivamente implementado até à queda do império em 1918.
Numa reunião em 1962, as Nações Unidas (ONU) decidiram que o Codex devia ser reimplementado mundialmente de modo a "proteger" a saúde dos consumidores. Dois terços dos fundos para o Codex provêm da FAO, e o restante um terço provém da OMS.
Em 2002 a FAO e a OMS tinham sérias preocupações sobre o caminho que o Codex estava a seguir e contrataram um consultor externo para determinar o seu desempenho desde 1962, e designar qual a direcção a seguir pela organização de comércio. O consultor concluiu que o Codex devia ser abandonado imediatamente. Foi nesta altura que a grande indústria entrou e exerceu a sua poderosa influência. O resultado foi um relatório atenuado, pedindo que o Codex analisasse 20 preocupações referentes à organização.
Desde 2002, a Comissão do Codex Alimentarius tem, de uma forma encoberta, desistido do seu papel como organização internacional de protecção ao consumidor e defesa da saúde pública. Sob o comando da grande indústria, o sub-reptício propósito do novo Codex é aumentar os lucros das gigantescas corporações globais e controlar o mundo através dos alimentos.
Desigualdades do Codex
O país dominante na Agenda do Codex são os Estados Unidos, cujo objectivo
prioritário é beneficiar os interesses das grandes multinacionais da indústria farmacêutica, agro-indústria, indústria química e outras. Na última reunião em Geneva, Suíça (30 de Junho a 4 de Julho de 2008), os Estados unidos assumiram a presidência do Codex e agora irão exacerbar a distorção da liberdade de saúde e continuar a promover desinformação e mentiras sobre nutrientes e organismos geneticamente modificados (OGM) enquanto executam a sua agenda de controle populacional. Uma das razões pela qual os EU continuam a dominar o Codex é por outros países falsamente acreditarem que possui a mais recente e melhor tecnologia de segurança alimentar; então, seja o que for que os EU exigirem, os seus aliados (Austrália, Argentina, Brasil, Canadá, Indonésia, Japão, Malásia, México, Singapura e a União Europeia) quase sempre procedem do mesmo modo.
O facto de as reuniões do Codex se realizarem por todo o mundo não é casual, e permite aos EU manterem um apertado controle na agenda do Codex visto que os países com menos viabilidade económica não têm possibilidade de comparecer. Os governos de muitos desses países (como os Camarões, Egipto, Gana, Quénia, Nigéria, África do Sul, Sudão e Suazilândia) perceberam que o Codex foi alterado, de uma benevolente organização alimentar para uma que é fraudulenta, letal e ilegítima.
Ameaças à Liberdade da Saúde
Enquanto os grandes meios de comunicação andam ocupados com a sua esotérica agenda de incutir o medo nos corações da população mundial focando a sua atenção no terrorismo, aquecimento global, surtos de salmonela e escassez de alimentos, as verdadeiras ameaças estão sub-repticiamente tornando-se uma realidade. Em breve, tudo o que puser na sua boca, incluindo água (com excepção de produtos farmacêuticos, obviamente), será altamente regulamentado pela Comissão do Codex Alimentarius.
Os standards do Codex são uma completa afronta à liberdade das pessoas acederem a comida limpa, saudável e nutrientes benéficos, no entanto esses regulamentos não têm validade legal internacional. Porque nos devemos preocupar? Em breve estas normas mandatórias serão aplicados a todos os países membros da Organização Mundial de Comércio (OMC) (presentemente existem 153 membros). Se os países não seguirem estas normas, então sanções comerciais e económicas poderão ser-lhes impostas, com efeitos destrutivos, embora os países talvez possam evitar as normas do Codex através da implementação dos seus próprios standards internacionais.
Algumas agências governamentais como a Therapeutic Goods Administration (TGA) na Austrália, estão a informar o público que as orientações do Codex respeitantes a vitaminas e minerais não afectarão o seu país. Por exemplo, a TGA diz isto: “As orientações do Codex respeitantes a vitaminas e minerais não serão aplicadas na Austrália e não terão impacto na forma como esse tipo de produtos são regulamentados na Austrália.”
A questão fundamental é que ninguém sabe que tipo de leis serão aprovadas antes de ocorrer a harmonização do Codex e nenhum país está a salvo dessas orientações internacionais, independentemente do que as agências governamentais estão a dizer para preventivamente suprimir qualquer potencial revolta pública. Muitos activistas de saúde alternativa acreditam que isto pode ser um método para confundir e ofuscar a questão do Codex até ser demasiado tarde.
Algumas normas do Codex que estão propostas para terem efeito num futuro próximo, e que serão completamente irrevogáveis depois de iniciadas, incluem:
• Todos os nutrientes (e.g., vitaminas e minerais) serão considerados tóxicos/venenosos e serão retirados de todos os alimentos porque o Codex proíbe o uso de nutrientes para “prevenir, tratar ou curar qualquer condição ou doença”.
• Todos os alimentos (incluindo orgânicos) serão irradiados, removendo todos os nutrientes “tóxicos” dos alimentos (a menos que os consumidores consigam fornecer-se localmente). O antecessor da harmonização do Codex nesta área começou nos Estados Unidos em Agosto de 2008 com a decisão clandestina de ordenar a irradiação em massa de toda a alface e espinafre em nome da saúde pública e da segurança. Se a segurança do público era a principal preocupação da Food and Drug Administration dos EUA (FDA), então porque não foi o público alertado para esta nova prática?
• Os nutrientes permitidos serão limitados a uma Lista Positiva desenvolvida pelo Codex; incluirá nutrientes “benéficos” como fluoreto (3.8 mg diários), provenientes de desperdícios industriais.
• Todos os nutrientes (e.g., vitaminas A, B, C, D, zinco e magnésio) que tenham qualquer impacto positivo no corpo serão considerados ilegais em doses terapêuticas segundo o Codex e serão reduzidos para quantidades insignificantes para a saúde, com os limites máximos colocados em 15 por cento da corrente Recommended Dietary Allowance (RDA). Não poderá obter doses terapêuticas destes nutrientes em nenhum lugar do mundo, mesmo com uma receita. Potencialmente permissíveis “níveis seguros” de nutrientes no Codex ainda não são definitivos. Alguns prováveis exemplos baseados no sistema da União Europeia (EU) podem incluir:
– Niacina: limite superior de 34 μg (microgramas) diários (dose efectiva diária vai de 2,000 a 3,000 μg).
– Vitamina C: limite superior de 65 a 225 μg diários (dose efectiva diária de 6,000 a 10,000 μg).
– Vitamina D: limite superior de 5 μg diários (dose efectiva diária de 6,000 a 10,000 μg).
– Vitamina E: limite superior de 15 UI (unidades internationais) de alfa-tocoferol por dia, isto apesar de o alfa-tocoferol por si só estar implicado em dano de células e ser tóxico para o corpo (dose diária efectiva de mistura de tocoferóis desde 10,000 a 12,000 UI).
• Vai ser, provavelmente, ilegal dar aconselhamento em nutrição (incluindo artigos escritos publicados online e em jornais bem como oralmente a um amigo, familiar ou seja a quem for). Esta directiva aplicar-se-á a todos os escritos sobre vitaminas e minerais e a todos as consultas em nutricionistas. Este tipo de informação poderá ser considerado uma barreira escondida ao comércio e poderá resultar em sanções comerciais para o pais envolvido.
• Todas as vacas leiteiras no planeta serão tratadas com a hormona de crescimento bovino recombinante (rBGH) da Monsanto, geneticamente manipulada.
• Todos os animais usados para alimentação serão tratados com potentes antibióticos e hormonas de crescimento exógenas.
• Pesticidas orgânicos carcinogénicos e mortais, incluindo sete dos doze piores (e.g., hexaclorobenzeno, toxafeno e aldrin), que foram banidos por 176 países (incluindo os Estados Unidos) em 1991 em Estocolmo na Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, serão novamente permitidos nos alimentos em níveis elevados.
• O Codex irá permitir níveis perigosos e tóxicos de aflatoxina (0.5 ppb) no leite. A aflatoxina,
produzida na comida animal que ficou bolorenta durante o armazenamento, é o segundo mais potente (não relacionado com radiações) composto carcinogénico conhecido.
• O uso de hormonas de crescimento e antibióticos será obrigatório para todo o gado, aves e espécies de aquacultura destinados a consumo humano.
• A introdução mundial de OGMs não rotulados e mortais nas colheitas, animais, peixes e plantas será obrigatória.
• Elevados níveis de resíduos de pesticidas e insecticidas tóxicos para os humanos e animais serão permitidos.
Os Planos para o Controle Populacional
Em 1995, a FDA adoptou uma política ilegal que determinava que as normas internacionais (i.e.,Codex) iriam substituir as leis dos EUA sobre alimentos, mesmo se essas normas estivessem incompletas. Mais ainda, em 2004 os US aprovaram o Acordo de Comércio Livre da América Central (ilegal à luz da lei dos EUA, mas legal pela lei internacional) que obriga os EUA a conformarem-se ao Codex.
Uma vez adoptadas essas normas, não há forma de voltar às anteriores, mas os países podem adoptar umas que considerem superiores às do Codex. Um exemplo disso seria a Directiva Europeia Sobre Suplementos. Uma vez que o Codex comece a ser aplicado em qualquer área, enquanto qualquer país permanecer como membro da OMC, o Codex é totalmente irrevogável: os standards não podem ser rejeitados, mudados ou alterados de nenhuma forma ou feitio.
O Controle Populacional por razões monetárias é a forma mais simples de descrever o novo Codex Alimentarius, que efectivamente está a ser controlado pelos EUA e primariamente controlado pela Indústria Farmacêutica com o objectivo de reduzir a população mundial dos actualmente estimados 6.692 milhões para uns sustentáveis 500 milhões – uma redução de aproximadamente 93%. Curiosamente, antes da chegada dos europeus à América, a população nativa americana era de cerca de 60 milhões; hoje é de cerca de 500.000, ou seja, uma redução de aproximadamente 92 por cento como resultado das politicas governamentais de genocídio, fome e envenenamento.
O Codex é similar a outras medidas de controle populacional tomadas clandestinamente por governos do mundo ocidental; por exemplo, a introdução de agentes imunosupressores latentes em vacinas e lesivos do DNA (e.g. aplicação militar da gripe aviária e SIDA), aspartame, rastos químicos, quimioterapia para tratamento do cancro e RU486 (a pílula abortiva financiada pela dinastia Rockefeller).
A FAO e a OMS calcularam que como resultado apenas da introdução das orientações quanto a vitaminas e minerais, dentro de 10 anos haverá um mínimo de 3 mil milhões de mortes. Mil milhões dessas mortes serão devidas à fome, e dois mil milhões serão o resultado de doenças degenerativas e evitáveis devidas à subnutrição, e.g., cancro, doenças cardiovasculares e diabetes.
A imposição de alimentos degradados, desmineralizados, cheios de pesticidas e irradiados aos consumidores é a forma mais eficiente e rápida de provocar um rentável surto de malnutrição e doenças degenerativas e evitáveis, para o qual o curso de acção mais apropriado é um tratamento tóxico farmacêutico. Tirar lucro da morte é o novo nome do jogo.
A Indústria Farmacêutica há anos que espera pela harmonização do Codex. Uma população mundial desconhecedora do que se passa e em degeneração física a passo acelerado, proporcionando um pico nas receitas, é o objectivo último dos furtivos e irracionais controladores desta corrupta organização de comércio, supostamente cuidando da saúde dos consumidores. […]
A Batalha da rotulagem dos GM (produtos geneticamente modificados)
O ultimo encontro do Codex em Geneva acabou com alguns resultados interessantes. Um longo germinar de acrimónia começou a vir à superfície à medida que os EUA continuaram a forçar o avanço das tendenciosas agendas da Indústria Farmacêutica, Indústria Química, Agro-indústria e outras, ignorando o contributo de muitos outros países. Tipicamente, se os EUA não querem o contributo de um país, o país hospedeiro do encontro simplesmente recusa o visto aos delegados oficiais. Vários países opõem-se a esta prática e declararam que por esta e outras razões, as decisões tomadas pelo Codex na sua ausência não têm legitimidade internacional.
Um grande ponto de contenção é a inamovível recusa dos EUA e da Comissão do Codex Alimentarius em permitir a rotulagem de OGMs. O Japão, Noruega, Rússia, Suíça, virtualmente todos os países Africanos e 26 países da União Europeia têm combatido os EUA durante quase 18 anos para introduzirem a rotulagem obrigatória dos OGMs. Os EUA, falaciosamente, consideram os OGM’s como equivalentes aos não-OGM’s, baseados, unicamente, numa ordem executiva de 1992 do então Presidente George H. W. Bush. Em consequência, nenhum teste de segurança é feito nos OGM’s antes da sua introdução na cadeia alimentar nos EUA. A FDA recusa-se a rever informação de segurança, excepto para conduzir uma simples revisão preliminar no inicio do desenvolvimento do organismo.
Os oponentes da politica dos EUA de proibir a identificação de alimentos geneticamente modificados concluíram que os EUA não querem a identificação dos OGM’s devido às potenciais ramificações legais e responsabilidades dos fabricantes e do governo dos EUA se esses alimentos puderem ser rastreados até à sua origem. Se milhões de pessoas forem prejudicadas ou morrerem devido à instabilidade dos vírus promotores de DNA e marcadores de bactérias introduzidos ao interagirem com a estrutura dinâmica e fluida do corpo humano, isso podia resultar em milhões de processos legais. Mas se esses OGMs não forem rastreáveis, então a responsabilidade das corporações ou do governo não pode ser provada e a saúde de toda a população sofre. Alguns cientistas da FDA repetidamente avisaram dos perigos de introduzir OGM’s nos stocks de alimentos em geral, mas foram ignorados ou as suas opiniões repetidamente rejeitadas.
Antes do encontro em Genebra, a Comissão Para a Rotulagem Alimentar do Codex reuniu-se em Otava, Canadá (28 Abril a 2 Maio de 2008). A reunião acabou com vários países (que favoreciam a rotulagem obrigatória) furiosos por a comissão não ter, objectivamente, analisado a pesquisa empírica, preparada pela delegação da África do Sul, detalhando os perigos dos GMO’s. Este documento delineava a necessidade da obrigatoriedade de rotulagem dos OGMs, mas foi ignorada e subsequentemente retirada devido à pressão dos EUA.
(Nexus Magazine 15/6))
O Blog que já deveria ter sido criado...
24/07/09
04/06/09
Vejam se entendem o cerne da questão de uma vez por todas!! Todos os grandes homens do passado a compreenderam, e nós, com tantos estudos, ignorámos?!
publicado por: Um Homem das Cidades
Thomas Edison - É o controlo do dinheiro pelos banqueiros privados que constitui a raiz de todos os males
THOMAS EDISON ( 1847-1931)
Em 1921, Henry Ford mostrou-se interessado em terminar a construção e obter a concessão da barragem Wilson Dam, iniciada pelo Governo em Muscle Shoals, no rio Tennessee, durante a guerra. Ford poderia tornar toda essa zona do Sul mais próspera, agricola e industrialmente, do que ela já alguma vez fora.
New York Times - Florence, Alabama, 6 de Dezembro de 1921
Especial para o New York Times (em PDF)
[Tradução minha]
Henry Ford afirmou o seguinte:
"Se vamos ficar ou não com a concessão de Muscle Shoals, essa será uma decisão do Congresso. Fizemos a nossa oferta - a única oferta construtiva feita para este empreendimento. Não pretendemos ganhar dinheiro com ele. Tiraremos um pequeno lucro, certamente, digamos 8 por cento, mas não pedimos 20 ou 30 por cento como outros fariam. Gostaríamos de construir aqui um bem grande e duradouro para o povo, que será propriedade dele e colocado ao seu serviço. Tudo o que peço ao Congresso é que me dê a oportunidade. E vou deixar isso nas vossas mãos, se me quiserem aqui, para ver o que é que o Congresso decide."
Thomas A. Edison apoiou os pontos de vista do Sr. Ford. Não só acredita que a grande central hidroeléctrica deveria ser construída e que a concessão devia ser entregue a Ford, como defende ardentemente a sugestão de Ford na qual o Governo pode avançar com a obra e tornar a operação possível sem custos, emitindo moeda com base no valor dos bens em vez de obrigações a pagar juros.
[Esclarecimento: uma Obrigação é o título de uma dívida, emitido por um Governo nacional ou empresa com o objectivo de obter fundos directamente dos mercados financeiros. O emissor compromete-se a devolver o valor nominal da Obrigação mais os juros.]
Apoio de Thomas Edison ao Plano Monetário de Henry Ford
Sobre o ponto de vista da sugestão do Sr. Ford para o Governo financiar a conclusão da barragem, o Sr. Edison reiterou a sua convicção, expressa ontem, de que era um bom plano e que, se por uma vez, o sistema de moeda fosse experimentado para arranjar dinheiro para obras públicas, este país não regressaria ao método clássico.
"Que fique perfeitamente claro que não estou a defender nenhumas mudanças nos bancos e no sistema bancário," disse o Sr. Edison. "Os bancos são um bem poderoso. São essenciais para o comércio do país. É ao comerciante de dinheiro, ao que tem lucros com o dinheiro, ao banqueiro privado, que eu me oponho. Eles obtêm o seu poder através do valor fictício e falso que é dado ao ouro."
"O ouro é uma relíquia dos tempos de Júlio César e o juro é uma invenção de Satanás." O Sr. Edison continuou. "O ouro é intrinsecamente de menor utilidade que a maior parte dos metais. A razão provável para ser mantido como a base do dinheiro é que é fácil de controlar. E é o controlo do dinheiro que constitui a questão do dinheiro. É o controlo do dinheiro que é a raiz de todos os males."
"Como é que este sistema pode ser melhorado ou alterado?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Pode ser feito de várias maneiras. Uma das formas seria produzir tanto ouro que a vantagem psicológica da sua posse seria desfeita. Se todos tivéssemos minas nos nossos quintais ou se ouro sintético pudesse ser feito e vendido a 10 cêntimos o quilo, o ouro desapareceria rapidamente como base do dinheiro. E estamos próximos disso; Há apenas alguns dias um cientista descobriu que o chumbo, um dos metais básicos, e até agora um elemento, é na realidade um composto. Não sabemos quão próximo estamos de descobrir que o ouro é, também, um composto. Toda a riqueza do mundo, segundo os nossos padrões actuais, pode ficar sem valor se for descoberto que o ouro pode ser produzido sinteticamente."
"Se isso acontecesse as pessoas já não teriam confiança nele. O dinheiro tem de ser abundante e o ouro não é abundante. Seria abundante se fosse extraído das minas em grandes quantidades como é possível, mas uma escassez artificial é mantida por aqueles que utilizam o ouro para monopolizar o dinheiro."
"Essa seria uma forma de o fazer – tornar o ouro tão abundante que se afundava o seu valor fictício e a superstição das pessoas com ele."
Tem de se esquecer o ouro
"Há também outra maneira – o método que o meu amigo Ford propôs no outro dia. Ele propôs seguir em frente e esquecer o ouro. Ele disse que o Governo pode financiar Muscle Shoals sem pedir licença aos comerciantes de dinheiro, e penso que ele tem toda a razão sobre isso."
"Evidentemente, enquanto o mundo tiver o ouro como base, temos de reconhecê-lo como um elemento no comércio internacional, mas não é necessário para o comércio dentro das nossas fronteiras. Nos negócios internos podemos esquecê-lo. E nós esquecemo-lo. Se toda a gente nos Estados Unidos subitamente exigisse ouro em troca do seu dinheiro, não haveria ouro suficiente."
"O ouro e o dinheiro são coisas distintas. O ouro é um mecanismo fraudulento pelo qual se pode controlar o dinheiro."
"O ouro não é dinheiro até que o povo dos Estados Unidos e de outras nações lhe coloque o seu selo. Não é o ouro que faz o dólar. É o dólar que faz o ouro. Tirem o dólar do ouro, e deixem-no apenas como um metal amarelo e o seu valor afunda-se. O ouro foi estabelecido por lei, tal como a prata o foi, e o ouro podia ser desestabilizado, retirado de circulação por lei, tal como a prata o foi. Quando a prata foi retirada de circulação o antigo dólar ficou a valer cerca de 50 cêntimos."
"Mas não levantaria nenhuma objecção a sugestão do Sr. Ford para que Muscle Shoals fosse financiada por uma emissão de dinheiro?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Certamente. Existe um conjunto completo de slogans enganadores para que não surja este tipo de senso comum entre as pessoas. As pessoas são tão ignorantes sobre aquilo que pensam que são as complicações do sistema monetário que são facilmente impressionadas pelas palavras pomposas. Haveria nova gritaria sobre dinheiro decretado pelo governo (fiat money) e papel-moeda e regresso ao greenback (antigo papel-moeda dos EUA), e tudo o mais – os mesmos velhos clamores com os quais as pessoas foram reduzidas ao silêncio desde o princípio."
"Mas talvez tenhamos passado o tempo em que só dois por cento das pessoas é que pensam no assunto. Cheguei à conclusão por um questionário que fiz que só dois por cento das pessoas é que pensam." E o Sr. Edison sorriu abertamente. "Talvez já não consigam silenciar durante mais tempo os pensadores americanos. A única dinamite que funciona neste país é a dinamite de uma ideia sólida. Penso que estamos a atingir uma ideia sólida na questão do dinheiro. As pessoas têm um instinto que lhes diz que alguma coisa está errada, e que o erro está de alguma maneira centrado no dinheiro. As pessoas têm também um instinto que lhes diz quando uma proposta é feita no seu interesse ou contra ele."
Baseado no solo e na energia
"Agora, quanto ao chamado papel-moeda, todos sabem que o papel-moeda é o dinheiro dos povos civilizados. Quanto mais avançada é a civilização menos moedas se vêem. É tudo notas e cheques. O que são notas e cheques? Meras promessas e ordens de pagamento. Em que é que estão baseados? Principalmente em duas fontes – na energia humana e na terra produtiva. A humanidade e o solo – são a única base real do dinheiro."
"Não deixem que os confundam com o clamor do 'papel-moeda.' O perigo do papel-moeda é precisamente o perigo do ouro – se temos muito perde o valor. Dizem que temos todo o ouro do mundo agora. Bem, em que é que isso nos beneficia? Quando a América fica com todas as fichas de um jogo esse jogo acaba. Estaríamos numa situação melhor se tivéssemos menos ouro. Na realidade, estamos a tentar vermo-nos livres do nosso ouro para pôr as coisas a andar. Mas a máquina do comércio está emperrada. Demasiado papel-moeda funciona da mesma forma. Só há uma regra para o dinheiro, que é, ter o suficiente para levar a cabo todo o comércio legítimo que está à espera de entrar em funcionamento. Muito pouco ou em excesso é igualmente mau. Mas o suficiente para impulsionar o comércio, o suficiente para evitar a estagnação por um lado e não demasiado para permitir a especulação por outro, é a proporção correcta."
"Então não vê nenhuma diferença entre a moeda e as obrigações do Governo?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Sim, há uma diferença, mas nem é a semelhança nem a diferença que é determinante para a questão; a estratégia está direccionada para evitar que as pessoas pensem em moeda e obrigações em conjunto e as possam comparar. Se as pessoas chegarem a pensar em obrigações e em notas ao mesmo tempo, o jogo acabou."
"Portanto, aqui está o Sr. Ford a propor financiar Muscle Shoals com uma emissão de moeda. Muito bem, vamos supor por um momento que o Congresso segue a proposta. Pessoalmente, acho que o Congresso não tem imaginação suficiente para o fazer, mas vamos supor que o faz. A soma pedida é autorizada – digamos 30 milhões de dólares. As notas são emitidas directamente pelo Governo, como todo o dinheiro deveria ser. Quando os trabalhadores são pagos recebem estas notas dos Estados Unidos. Quando o material é comprado, é pago nestas notas dos Estados Unidos. Talvez as notas tenham impressa uma barragem, em vez de uma linha de comboio ou de um navio, como têm algumas das notas da Reserva Federal. Serão iguais a qualquer outra moeda emitida pelo Governo: ou seja, serão dinheiro. Serão baseadas na riqueza pública que já existe em Muscle Shoals, e a sua circulação aumentaria a riqueza pública, não apenas o dinheiro público mas a riqueza pública – riqueza verdadeira."
"Quando estas notas tiverem cumprido o propósito de construir e concluir Muscle Shoals, seriam retiradas de circulação em virtude dos ganhos da barragem eléctrica. Quero dizer, o povo dos Estados Unidos recuperaria tudo o que gastaram em Muscle Shoals e tudo o que esta lhes dará no futuro – a criação de riqueza sem fim da força da água do grande Rio Tennessee – sem impostos nem aumento da dívida nacional."
"Mas suponham que o Congresso não percebe isto, então o que é que acontece?" Perguntou o Sr. Edison.
"Bom, o Congresso cairá na maneira clássica de fazer negócio. Tem de autorizar uma emissão de obrigações. Ou seja, terá de ir ter com os comerciantes de dinheiro e pedir emprestado o suficiente da nossa própria moeda nacional para aproveitar os grandes recursos naturais, e então temos de pagar juros aos comerciantes de dinheiro pelo uso do nosso próprio dinheiro."
Uma Obrigação (Bond) no valor de 25 dólares
Os métodos clássicos aumentam a Dívida Pública
"O que significa que, segundo o método clássico, de cada vez que queremos aumentar a riqueza nacional somos obrigados a aumentar a dívida nacional."
"Ora, É isto que Henry Ford quer evitar. Ele acha estúpido, e eu também, que pelo empréstimo de 30 milhões de dólares do seu próprio dinheiro, o povo dos Estados Unidos vá ter de pagar 66 milhões de dólares – que é o capital inicial mais o juro. Pessoas que não mexerão uma palha nem contribuirão com um grama de material vão receber mais dinheiro dos Estados Unidos do que os que contribuíram com os materiais e fizeram o trabalho. É este o grande mal do juro. Em todas as nossas grandes emissões de obrigações, o juro é sempre maior que o capital em dívida. Todas as grandes obras públicas custam mais do dobro por causa disso. No sistema actual de fazer negócios acrescentamos simplesmente 120 a 150 por cento ao custo inicial."
"Mas pensem nisto: se a nossa nação pode emitir uma obrigação no valor de um dólar, então pode emitir uma nota de um dólar. O que faz a obrigação aceitável faz a nota também aceitável. A diferença entre a obrigação e a nota é que a obrigação possibilita aos comerciantes de dinheiro receberem o dobro do valor da obrigação e um adicional de 20 por cento, enquanto a moeda não paga a ninguém, excepto àqueles que contribuíram directamente para a Muscle Shoals de uma forma útil."
"Se o Governo emite obrigações, simplesmente induz os comerciantes de dinheiro a retirar 30 milhões de outros canais comerciais e a entregá-los ao Muscle Shoals; se o Governo emitir moeda, abastece-se a si próprio com dinheiro suficiente para aumentar a riqueza nacional em Muscle Shoals sem perturbar o comércio do resto do país. E ao fazê-lo aumenta o seu rendimento sem acrescentar um tostão à sua dívida."
"É absurdo afirmar que o nosso país pode emitir 30 milhões em obrigações e não pode emitir 30 milhões em moeda. Ambas são promessas de pagamento; mas uma promete engordar o usurário e a outra ajuda o povo. Se a moeda emitida pelo Governo não fosse boa, então as obrigações emitidas também não prestariam. É uma situação terrível quando o Governo para aumentar a riqueza nacional tem de se endividar e submeter-se à cobrança de juros ruinosos às mãos de homens que controlam os valores fictícios do ouro."
"Vejam a coisa da seguinte forma: se o Governo emite obrigações, os correctores de títulos vão vendê-las. As obrigações serão negociáveis; serão consideradas papéis negociáveis. Porquê? Porque o Governo está por trás delas, mas quem está por trás do Governo? O povo. Portanto é o povo que constitui a base do crédito do Governo. Portanto porque é que então o povo não pode usufruir do benefício de seu próprio crédito em papel negociável não tendo de pagar juros para o Muscle Shoals, em vez dos banqueiros receberem o benefício do crédito do povo em obrigações com juros?"
As pessoas têm de pagar de qualquer maneira
"As pessoas têm de pagar de qualquer maneira; porque é que são obrigadas a pagar o dobro, que o sistema de obrigações as força a pagar? O povo dos Estados Unidos sempre aceitou a moeda do seu Governo. Se o Governo dos Estados Unidos adoptarem esta política de aumentar a riqueza nacional sem contribuir para os receptores de juros – já que toda a dívida nacional é onerada por juros – então veríamos uma era de progresso e de prosperidade neste país que não poderia ser obtida de outra forma."
"Vai ter algum papel no esboço da política aqui proposta?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Estou só a expressar a minha opinião como cidadão." Disse. "A ideia de Ford não tem falhas. Eles não vão gostar. Vão combatê-la, mas o povo deste país deve levá-la em conta e pensar sobre ela. Acredito que aponta o caminho para muitas reformas e realizações que não podem ser feitas sob o antigo sistema."
Thomas Edison - É o controlo do dinheiro pelos banqueiros privados que constitui a raiz de todos os males
THOMAS EDISON ( 1847-1931)
Em 1921, Henry Ford mostrou-se interessado em terminar a construção e obter a concessão da barragem Wilson Dam, iniciada pelo Governo em Muscle Shoals, no rio Tennessee, durante a guerra. Ford poderia tornar toda essa zona do Sul mais próspera, agricola e industrialmente, do que ela já alguma vez fora.
New York Times - Florence, Alabama, 6 de Dezembro de 1921
Especial para o New York Times (em PDF)
[Tradução minha]
Henry Ford afirmou o seguinte:
"Se vamos ficar ou não com a concessão de Muscle Shoals, essa será uma decisão do Congresso. Fizemos a nossa oferta - a única oferta construtiva feita para este empreendimento. Não pretendemos ganhar dinheiro com ele. Tiraremos um pequeno lucro, certamente, digamos 8 por cento, mas não pedimos 20 ou 30 por cento como outros fariam. Gostaríamos de construir aqui um bem grande e duradouro para o povo, que será propriedade dele e colocado ao seu serviço. Tudo o que peço ao Congresso é que me dê a oportunidade. E vou deixar isso nas vossas mãos, se me quiserem aqui, para ver o que é que o Congresso decide."
Thomas A. Edison apoiou os pontos de vista do Sr. Ford. Não só acredita que a grande central hidroeléctrica deveria ser construída e que a concessão devia ser entregue a Ford, como defende ardentemente a sugestão de Ford na qual o Governo pode avançar com a obra e tornar a operação possível sem custos, emitindo moeda com base no valor dos bens em vez de obrigações a pagar juros.
[Esclarecimento: uma Obrigação é o título de uma dívida, emitido por um Governo nacional ou empresa com o objectivo de obter fundos directamente dos mercados financeiros. O emissor compromete-se a devolver o valor nominal da Obrigação mais os juros.]
Apoio de Thomas Edison ao Plano Monetário de Henry Ford
Sobre o ponto de vista da sugestão do Sr. Ford para o Governo financiar a conclusão da barragem, o Sr. Edison reiterou a sua convicção, expressa ontem, de que era um bom plano e que, se por uma vez, o sistema de moeda fosse experimentado para arranjar dinheiro para obras públicas, este país não regressaria ao método clássico.
"Que fique perfeitamente claro que não estou a defender nenhumas mudanças nos bancos e no sistema bancário," disse o Sr. Edison. "Os bancos são um bem poderoso. São essenciais para o comércio do país. É ao comerciante de dinheiro, ao que tem lucros com o dinheiro, ao banqueiro privado, que eu me oponho. Eles obtêm o seu poder através do valor fictício e falso que é dado ao ouro."
"O ouro é uma relíquia dos tempos de Júlio César e o juro é uma invenção de Satanás." O Sr. Edison continuou. "O ouro é intrinsecamente de menor utilidade que a maior parte dos metais. A razão provável para ser mantido como a base do dinheiro é que é fácil de controlar. E é o controlo do dinheiro que constitui a questão do dinheiro. É o controlo do dinheiro que é a raiz de todos os males."
"Como é que este sistema pode ser melhorado ou alterado?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Pode ser feito de várias maneiras. Uma das formas seria produzir tanto ouro que a vantagem psicológica da sua posse seria desfeita. Se todos tivéssemos minas nos nossos quintais ou se ouro sintético pudesse ser feito e vendido a 10 cêntimos o quilo, o ouro desapareceria rapidamente como base do dinheiro. E estamos próximos disso; Há apenas alguns dias um cientista descobriu que o chumbo, um dos metais básicos, e até agora um elemento, é na realidade um composto. Não sabemos quão próximo estamos de descobrir que o ouro é, também, um composto. Toda a riqueza do mundo, segundo os nossos padrões actuais, pode ficar sem valor se for descoberto que o ouro pode ser produzido sinteticamente."
"Se isso acontecesse as pessoas já não teriam confiança nele. O dinheiro tem de ser abundante e o ouro não é abundante. Seria abundante se fosse extraído das minas em grandes quantidades como é possível, mas uma escassez artificial é mantida por aqueles que utilizam o ouro para monopolizar o dinheiro."
"Essa seria uma forma de o fazer – tornar o ouro tão abundante que se afundava o seu valor fictício e a superstição das pessoas com ele."
Tem de se esquecer o ouro
"Há também outra maneira – o método que o meu amigo Ford propôs no outro dia. Ele propôs seguir em frente e esquecer o ouro. Ele disse que o Governo pode financiar Muscle Shoals sem pedir licença aos comerciantes de dinheiro, e penso que ele tem toda a razão sobre isso."
"Evidentemente, enquanto o mundo tiver o ouro como base, temos de reconhecê-lo como um elemento no comércio internacional, mas não é necessário para o comércio dentro das nossas fronteiras. Nos negócios internos podemos esquecê-lo. E nós esquecemo-lo. Se toda a gente nos Estados Unidos subitamente exigisse ouro em troca do seu dinheiro, não haveria ouro suficiente."
"O ouro e o dinheiro são coisas distintas. O ouro é um mecanismo fraudulento pelo qual se pode controlar o dinheiro."
"O ouro não é dinheiro até que o povo dos Estados Unidos e de outras nações lhe coloque o seu selo. Não é o ouro que faz o dólar. É o dólar que faz o ouro. Tirem o dólar do ouro, e deixem-no apenas como um metal amarelo e o seu valor afunda-se. O ouro foi estabelecido por lei, tal como a prata o foi, e o ouro podia ser desestabilizado, retirado de circulação por lei, tal como a prata o foi. Quando a prata foi retirada de circulação o antigo dólar ficou a valer cerca de 50 cêntimos."
"Mas não levantaria nenhuma objecção a sugestão do Sr. Ford para que Muscle Shoals fosse financiada por uma emissão de dinheiro?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Certamente. Existe um conjunto completo de slogans enganadores para que não surja este tipo de senso comum entre as pessoas. As pessoas são tão ignorantes sobre aquilo que pensam que são as complicações do sistema monetário que são facilmente impressionadas pelas palavras pomposas. Haveria nova gritaria sobre dinheiro decretado pelo governo (fiat money) e papel-moeda e regresso ao greenback (antigo papel-moeda dos EUA), e tudo o mais – os mesmos velhos clamores com os quais as pessoas foram reduzidas ao silêncio desde o princípio."
"Mas talvez tenhamos passado o tempo em que só dois por cento das pessoas é que pensam no assunto. Cheguei à conclusão por um questionário que fiz que só dois por cento das pessoas é que pensam." E o Sr. Edison sorriu abertamente. "Talvez já não consigam silenciar durante mais tempo os pensadores americanos. A única dinamite que funciona neste país é a dinamite de uma ideia sólida. Penso que estamos a atingir uma ideia sólida na questão do dinheiro. As pessoas têm um instinto que lhes diz que alguma coisa está errada, e que o erro está de alguma maneira centrado no dinheiro. As pessoas têm também um instinto que lhes diz quando uma proposta é feita no seu interesse ou contra ele."
Baseado no solo e na energia
"Agora, quanto ao chamado papel-moeda, todos sabem que o papel-moeda é o dinheiro dos povos civilizados. Quanto mais avançada é a civilização menos moedas se vêem. É tudo notas e cheques. O que são notas e cheques? Meras promessas e ordens de pagamento. Em que é que estão baseados? Principalmente em duas fontes – na energia humana e na terra produtiva. A humanidade e o solo – são a única base real do dinheiro."
"Não deixem que os confundam com o clamor do 'papel-moeda.' O perigo do papel-moeda é precisamente o perigo do ouro – se temos muito perde o valor. Dizem que temos todo o ouro do mundo agora. Bem, em que é que isso nos beneficia? Quando a América fica com todas as fichas de um jogo esse jogo acaba. Estaríamos numa situação melhor se tivéssemos menos ouro. Na realidade, estamos a tentar vermo-nos livres do nosso ouro para pôr as coisas a andar. Mas a máquina do comércio está emperrada. Demasiado papel-moeda funciona da mesma forma. Só há uma regra para o dinheiro, que é, ter o suficiente para levar a cabo todo o comércio legítimo que está à espera de entrar em funcionamento. Muito pouco ou em excesso é igualmente mau. Mas o suficiente para impulsionar o comércio, o suficiente para evitar a estagnação por um lado e não demasiado para permitir a especulação por outro, é a proporção correcta."
"Então não vê nenhuma diferença entre a moeda e as obrigações do Governo?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Sim, há uma diferença, mas nem é a semelhança nem a diferença que é determinante para a questão; a estratégia está direccionada para evitar que as pessoas pensem em moeda e obrigações em conjunto e as possam comparar. Se as pessoas chegarem a pensar em obrigações e em notas ao mesmo tempo, o jogo acabou."
"Portanto, aqui está o Sr. Ford a propor financiar Muscle Shoals com uma emissão de moeda. Muito bem, vamos supor por um momento que o Congresso segue a proposta. Pessoalmente, acho que o Congresso não tem imaginação suficiente para o fazer, mas vamos supor que o faz. A soma pedida é autorizada – digamos 30 milhões de dólares. As notas são emitidas directamente pelo Governo, como todo o dinheiro deveria ser. Quando os trabalhadores são pagos recebem estas notas dos Estados Unidos. Quando o material é comprado, é pago nestas notas dos Estados Unidos. Talvez as notas tenham impressa uma barragem, em vez de uma linha de comboio ou de um navio, como têm algumas das notas da Reserva Federal. Serão iguais a qualquer outra moeda emitida pelo Governo: ou seja, serão dinheiro. Serão baseadas na riqueza pública que já existe em Muscle Shoals, e a sua circulação aumentaria a riqueza pública, não apenas o dinheiro público mas a riqueza pública – riqueza verdadeira."
"Quando estas notas tiverem cumprido o propósito de construir e concluir Muscle Shoals, seriam retiradas de circulação em virtude dos ganhos da barragem eléctrica. Quero dizer, o povo dos Estados Unidos recuperaria tudo o que gastaram em Muscle Shoals e tudo o que esta lhes dará no futuro – a criação de riqueza sem fim da força da água do grande Rio Tennessee – sem impostos nem aumento da dívida nacional."
"Mas suponham que o Congresso não percebe isto, então o que é que acontece?" Perguntou o Sr. Edison.
"Bom, o Congresso cairá na maneira clássica de fazer negócio. Tem de autorizar uma emissão de obrigações. Ou seja, terá de ir ter com os comerciantes de dinheiro e pedir emprestado o suficiente da nossa própria moeda nacional para aproveitar os grandes recursos naturais, e então temos de pagar juros aos comerciantes de dinheiro pelo uso do nosso próprio dinheiro."
Uma Obrigação (Bond) no valor de 25 dólares
Os métodos clássicos aumentam a Dívida Pública
"O que significa que, segundo o método clássico, de cada vez que queremos aumentar a riqueza nacional somos obrigados a aumentar a dívida nacional."
"Ora, É isto que Henry Ford quer evitar. Ele acha estúpido, e eu também, que pelo empréstimo de 30 milhões de dólares do seu próprio dinheiro, o povo dos Estados Unidos vá ter de pagar 66 milhões de dólares – que é o capital inicial mais o juro. Pessoas que não mexerão uma palha nem contribuirão com um grama de material vão receber mais dinheiro dos Estados Unidos do que os que contribuíram com os materiais e fizeram o trabalho. É este o grande mal do juro. Em todas as nossas grandes emissões de obrigações, o juro é sempre maior que o capital em dívida. Todas as grandes obras públicas custam mais do dobro por causa disso. No sistema actual de fazer negócios acrescentamos simplesmente 120 a 150 por cento ao custo inicial."
"Mas pensem nisto: se a nossa nação pode emitir uma obrigação no valor de um dólar, então pode emitir uma nota de um dólar. O que faz a obrigação aceitável faz a nota também aceitável. A diferença entre a obrigação e a nota é que a obrigação possibilita aos comerciantes de dinheiro receberem o dobro do valor da obrigação e um adicional de 20 por cento, enquanto a moeda não paga a ninguém, excepto àqueles que contribuíram directamente para a Muscle Shoals de uma forma útil."
"Se o Governo emite obrigações, simplesmente induz os comerciantes de dinheiro a retirar 30 milhões de outros canais comerciais e a entregá-los ao Muscle Shoals; se o Governo emitir moeda, abastece-se a si próprio com dinheiro suficiente para aumentar a riqueza nacional em Muscle Shoals sem perturbar o comércio do resto do país. E ao fazê-lo aumenta o seu rendimento sem acrescentar um tostão à sua dívida."
"É absurdo afirmar que o nosso país pode emitir 30 milhões em obrigações e não pode emitir 30 milhões em moeda. Ambas são promessas de pagamento; mas uma promete engordar o usurário e a outra ajuda o povo. Se a moeda emitida pelo Governo não fosse boa, então as obrigações emitidas também não prestariam. É uma situação terrível quando o Governo para aumentar a riqueza nacional tem de se endividar e submeter-se à cobrança de juros ruinosos às mãos de homens que controlam os valores fictícios do ouro."
"Vejam a coisa da seguinte forma: se o Governo emite obrigações, os correctores de títulos vão vendê-las. As obrigações serão negociáveis; serão consideradas papéis negociáveis. Porquê? Porque o Governo está por trás delas, mas quem está por trás do Governo? O povo. Portanto é o povo que constitui a base do crédito do Governo. Portanto porque é que então o povo não pode usufruir do benefício de seu próprio crédito em papel negociável não tendo de pagar juros para o Muscle Shoals, em vez dos banqueiros receberem o benefício do crédito do povo em obrigações com juros?"
As pessoas têm de pagar de qualquer maneira
"As pessoas têm de pagar de qualquer maneira; porque é que são obrigadas a pagar o dobro, que o sistema de obrigações as força a pagar? O povo dos Estados Unidos sempre aceitou a moeda do seu Governo. Se o Governo dos Estados Unidos adoptarem esta política de aumentar a riqueza nacional sem contribuir para os receptores de juros – já que toda a dívida nacional é onerada por juros – então veríamos uma era de progresso e de prosperidade neste país que não poderia ser obtida de outra forma."
"Vai ter algum papel no esboço da política aqui proposta?" Perguntaram ao Sr. Edison.
"Estou só a expressar a minha opinião como cidadão." Disse. "A ideia de Ford não tem falhas. Eles não vão gostar. Vão combatê-la, mas o povo deste país deve levá-la em conta e pensar sobre ela. Acredito que aponta o caminho para muitas reformas e realizações que não podem ser feitas sob o antigo sistema."
02/06/09
A Raiz de todo o Mal!!!
A teia da dívida
por Ellen Hodgson Brown [*]
INTRODUÇÃO: CAPTURADOS PELA ARANHA DA DÍVIDA
O presidente Andrew Jackson denominou o cartel bancário de "monstro de muitas cabeças, como a hidra a devorar a carne do homem comum". O presidente da municipalidade de Nova York, John Hylan, a escrever na década de 1920, chamou-a de "polvo gigante" que "captura nos seus longos e poderosos tentáculos nossos responsáveis executivos, nossos corpos legislativos, nossas escolas, nossos tribunais, nossos jornais e toda agência criada para a protecção pública". A aranha da dívida devorou propriedades agrícolas, lares e todos os países que ficaram presos na sua teia. Num artigo de Fevereiro de 2005 intitulado "A morte da banca" ("The Death of Banking"), o comentador financeiro Hans Schicht escreveu:
O facto de ao banqueiro ser permitido conceder crédito várias vezes superior à sua própria base de capital e de os carteis bancários, os bancos centrais, serem autorizados a emitir dinheiro de papel fresco em troca de papéis do tesouro, proporcionou-lhes almoços gratuitos para a eternidade... Através de uma rede de aranhas financeiras anónimas a tecerem a teia, apenas um punhado de Banqueiros Reis globais possui e controla isto tudo... Tudo, pessoas, empresas, Estado e países estrangeiros, todo se tornam escravos aprisionados ao Banqueiro pelos grilhões do crédito. [1]
Schicht escreve que durante a sua carreira teve oportunidade de observar as manigâncias das finanças a partir de dentro. O jogo ficou tão centralizado e concentrado, afirma ele, que a maior parte da banca e das empresas dos EUA está agora sob o controle de um pequeno grupo fechado de homens. Ele denomina o jogo de "aranhas tecelonas". As suas regras incluem:
Tornar invisível qualquer concentração de riqueza.
Exercer controle através de "alavancagem" – fusões, tomadas, cadeias partilhadas de holdings em que uma companhia possui acções de outras companhias, condições anexadas a empréstimos e assim por diante.
Exercer administração e controle pessoal duros, com um mínimo de iniciados (insiders) e de homens de fachada, os quais têm apenas um conhecimento parcial do jogo.
O falecido Dr. Carroll Quigley foi escritor e professor de história na Georgetown University e ali foi mentor do presidente Bill Clinton. O Dr. Quigley escreveu a partir do seu conhecimento pessoal acerca de uma clique de elite de financeiros globais empenhados em controlar o mundo. O seu objectivo, disse ele, era "nada menos do que criar um sistema mundial de controle financeiro em mãos privadas capaz de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo como um todo". Este sistema era "para ser controlado de um modo feudal pelos bancos centrais do mundo a actuarem em concertação, por acordos secretos".[2] Ele chamava a este clique simplesmente os "banqueiros internacionais". A sua essência não era raça, religião ou nacionalidade mas apenas uma paixão pelo controle sobre outros humanos. A chave para o seu êxito era que controlassem e manipulassem o sistema monetário de um país enquanto permitiam que ele parecesse ser controlado pelo governo.
Os banqueiros internacionais tiveram êxito em fazer mais do que simplesmente controlar a oferta monetária. Hoje eles realmente criam a oferta monetária, embora fazendo com que a mesma pareça ser criada pelo governo. Este esquema tortuoso foi revelado por Sir Josiah Stamp, director do Banco da Inglaterra e o segundo homem mais rico da Grã-Bretanha na década de 1920. Ao falar na Universidade do Texas em 1927, ele lançou esta bomba:
O sistema bancário moderno fabrica dinheiro a partir do nada. O processo é talvez a mais espantosa peça de prestidigitação alguma vez já inventada. A banca foi concebida na desigualdade e nasceu no pecado... Os banqueiros possuem a terra. Tome-a deles mas deixem-nos o poder de criar dinheiro e, com um toque de caneta, eles criarão bastante dinheiro para comprá-la outra vez... Retirem-lhes este grande poder e todas as grandes fortunas, como a minha, desaparecerão, e então isto seria um mundo melhor e mais feliz para nele viver... Mas se quiserem continuar a serem escravos de banqueiros e pagarem o custo da sua própria escravidão, então deixem os banqueiros continuar a criar dinheiro e controlar o crédito. [3]
O Professor Henry C. K. Liu é economista licenciado por Harvard e presidiu um departamento na Universidade da Califórnia-Los Angeles antes de se tornar conselheiro de investimento de países em desenvolvimento. Ele considera o actual esquema monetário como "farsa cruel". Quando acordarmos para este facto, afirma ele, toda a nossa visão económica do mundo precisará ser reordenada, "assim como a física foi sujeita a reordenamento quando a visão do homem mudou com a percepção de que a terra não é estacionária nem é o centro do universo". [4] A farsa é que não há virtualmente nenhum dinheiro "real" no sistema, apenas dívidas. Excepto para moedas, as quais são emitidas pelo governo e constituem apenas cerca de um milésimo da oferta monetária, toda a oferta monetária dos EUA consiste agora de dívida a bancos privados, pois eles criam o dinheiro com entradas nas suas contabilidades. Tudo é feito por prestidigitação e, como num truque de mágico, temos de assisti-lo muitas vezes antes de percebermos o que está a acontecer. Mas quando o fizermos, isto tudo muda. Toda a história tem de ser reescrita.
Os capítulos seguintes rastreiam a teia de enganos que nos afundou na dívida e apresenta uma solução simples que poderia tornar o país solvente outra vez. Não é uma nova solução mas remonta à Constituição: o poder de criar dinheiro precisa ser devolvido ao governo e ao povo que ele representa. A dívida federal poderia ser paga, os impostos sobre o rendimento poderiam ser eliminados e os programas sociais poderiam ser expandidos; e tudo isto poderia ser feito sem impor medidas de austeridade sobre o povo ou sem atear inflação galopante. Utópico como possa parecer, isto representa o pensamento de alguns dos melhores e mais brilhantes homens da América, históricos e contemporâneos, incluindo Abraham Lincoln, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin. Dentre outros factos impressionantes explorados neste livro destaca-se que:
O "Federal" Reserve não é realmente federal. É uma corporação privada possuída por um consórcio de bancos multinacionais muito grandes (Capítulo 13)
Excepto quanto a moedas, o governo não cria dinheiro. As notas de dólar (Federal Reserve Notes) são criadas pelo privado Federal Reserve, o qual empresta-as ao governo. (Capítulo 2)
A divisa tangível (moedas e notas de dólar) em conjunto constitui menos de 3 por cento da oferta monetária dos EUA. Os outros 97 por cento existem apenas como entradas de dados em écrans de computador, e todo este dinheiro foi criado por bancos na forma de empréstimos. (Capítulos 2 e 17)
O dinheiro que os bancos emprestam não é reciclado a partir de depósitos pré-existentes. É dinheiro novo, o qual não existe até ser emprestado. (Capítulos 17 e 18)
Trinta por cento do dinheiro criado pelos bancos com entradas na contabilidade é investido nas suas próprias contas. (Capítulo 18)
O sistema bancário americano, o qual no passado concedia empréstimos produtivos à agricultura e à indústria, tornou-se hoje uma máquina gigante de apostas. Uns estimados US$370 milhões de milhões (trillion) estão agora a cavalgar complexas apostas de alto risco conhecidas como derivativos – 28 vezes os US$13 milhões de milhões do produto anual de toda a economia dos EUA. Estas apostas são financiadas por grandes bancos dos EUA e são feitas em grande medida com dinheiro emprestado criado num écran de computador. Os derivativos podem ser, e têm sido, utilizados para manipular mercados, saquear negócios e destruir economias competidoras. (Capítulos 20 e 32)
A dívida federal dos EUA não tem sido liquidada desde os dias de Andrew Jackson [NR 1] . Só os juros são pagos, enquanto a parte principal continua a crescer. (Capítulo 2)
O imposto federal sobre o rendimento foi instituído especificamente para coagir os contribuintes a pagarem os juros devidos aos bancos sobre a dívida federal. Se a oferta monetária houvesse sido criada pelo governo ao invés de ser emprestada dos bancos que a criaram, o imposto sobre o rendimento teria sido desnecessário. (Capítulos 13 e 43)
Só os juros sobre a dívida federal em breve serão maiores do que os contribuintes podem permitir-se pagar. Quando não pudermos pagar, o sistema do dólar baseado na dívida da Reserva Federal deve entrar em colapso. (Capítulo 29)
Ao contrário d crença popular, a inflação rastejante não é provocada pela impressão irresponsável de dólares por parte do governo. É provocada pelos bancos que expandem a oferta monetária com empréstimos. (Capítulo 10)
A maioria das inflações galopantes vistas nas "repúblicas de bananas" foi provocada não por governos nacionais a imprimirem excesso de dinheiro e sim por especuladores institucionais globais a atacarem e a desvalorizarem-nas nos mercados internacionais. (Capítulo 25)
A mesma espécie de desvalorização especulativa poderia acontecer ao dólar dos EUA se os investidores internacionais o abandonassem como divisa global de "reserva, algo que eles estão agora a ameaçar fazer em retaliação pelo que entendem ser o imperialismo económico americano. (Capítulos 29 e 37)
Há um caminho para fora deste pântano. Os primitivos colonizadores americanos descobriram-no, tal como Abraham Lincoln e alguns outros líderes nacionais: o governo pode recuperar, tomando de volta, o poder de emitir dinheiro dado aos bancos. (Capítulos 8 e 24)
As Federal Reserve Notes dos banqueiros e as moedas do governo representam dois sistemas monetários separados que têm estado a competir pelo domínio ao longo da história registada. Houve tempo em que o direito de emitir moeda era o direito soberano do rei; mas aquele direito foi usurpado por agiotas. Hoje o soberano é o povo e as moedas, que constituem menos de um milésimo da oferta monetária, são tudo o que restou da nossa soberania monetária. Muitos países emitiram com êxito o seu próprio dinheiro, pelo menos durante algum tempo; mas o dinheiro-dívida dos banqueiros geralmente infiltrou o sistema e acabou por tomá-lo. Estes conceitos são tão estranhos em relação ao que nos tem sido ensinado que pode ser difícil envolver as nossas mentes em torno deles, mas os factos foram fundamentados por muitas autoridades confiáveis. Para citar umas poucas:
Robert H. Hemphill, Administrador de Crédito do Federal Reserve Bank of Atlanta, escreveu em 1934:
Estamos completamente dependentes dos bancos comerciais. Alguém tem de tomar emprestado todo dólar que temos em circulação, cash ou crédito. Se os bancos criam muito dinheiro sintético estamos prósperos; se não, passamos fome. Estamos absolutamente sem um sistema monetário permanente. Quando alguém obtém um domínio completo do quadro, o absurdo trágico da nossa posição sem esperança é quase incrível, mas ali está. Este é o assunto mais importante para pessoas inteligentes investigarem e reflectirem. [5]
Graham Towers, Governador do Bank of Canada de 1935 a 1955, reconheceu:
Bancos criam dinheiro. Isso é o que eles fazem... O processo de fabricação do dinheiro consiste em fazer uma entrada num livro. Isso é tudo... Cada vez que um banco faz um empréstimo... novo crédito bancário é criado – dinheiro novo em folha. [6]
Robert B. Anderson, Secretário do Tesouro no governo Eisenhower, disse numa entrevista publicada no número de 31/Agosto/1959 da U.S. News and World Report:
Quando um banco faz um empréstimo, ele simplesmente acrescenta à conta de depósito do tomador naquele banco a quantia do empréstimo. O dinheiro não é tomado do depósito de qualquer outra pessoa, ele não foi pago anteriormente ao banco por qualquer pessoa. É dinheiro novo, criado pelo banco para a utilização do tomador.
Michel Chossudovsky, Professor de Ciências Económicas na Universidade de Ottawa, durante a crise de divisas asiática de 1998 afirmou:
As reservas monetárias mantidas nas mãos de "especuladores institucionais" excedem de longe as limitadas capacidades dos bancos centrais do mundo. Este últimos, a actuarem de forma individual ou colectiva, já não são capazes de combater a maré de actividade especulativa. A política monetária está nas mãos de credores privados que têm a capacidade de congelar orçamentos de Estado, paralisar processos de pagamento, impedir o desembolso regular de salários para milhões de trabalhadores (como na antiga União Soviética) e precipitar o colapso de programas de produção e sociais. [7]
Hoje, as Federal Reserve Notes e os empréstimos em US dólar dominam a economia do mundo; mas esta divisa internacional não é dinheiro emitido pelo povo americano ou o seu governo. É dinheiro criado e emprestado por um cartel privado de banqueiros internacionais, e este cartel capturou os próprios Estados Unidos irremediavelmente numa teia de dívida. Em 2006, a dívida conjunta pessoal, corporativa e federal nos Estados Unidos atingiu uns estarrecedores 44 milhões de milhões de dólares – quatro vezes o rendimento nacional colectivo, ou US$147.312 para todo homem, mulher e criança no país.[8] Os Estados Unidos estão legalmente em bancarrota, definido no dicionário como ser incapaz de pagar as próprias dívidas, estar insolvente, ou ter passivos em excesso em relação a um valor de mercado razoável dos activos possuídos. Em Outubro de 2006, a dívida do governo dos EUA atingiu uma quantia de tirar o fôlego: US$8,5 milhões de milhões. Os governos locais, estaduais e nacional estão tão pesadamente endividados que têm sido forçados a liquidar activos públicos para satisfazer credores. Escolas apinhadas, estradas apinhadas e cortes nos transportes públicos estão a erodir a qualidade de vida americana. Um relatório de 2005 da American Society of Civil Engineers atribuiu à infraestrutura do país uma graduação global de D, incluindo suas estradas, pontes, sistemas de água potável e outras obras públicas. "Os americanos estão a gastar mais tempo paralisados no tráfego e menos tempo com as suas famílias", disse o presidente do grupo. "Precisamos estabelecer um plano abrangente e a longo prazo de infraestrutura" [9] Precisamos mas não podemos, porque o governo está arruinado a todo nível.
Dinheiro na Terra de Oz
Se os governos por toda a parte estão em dívida, a quem devem? A resposta é que estão em dívida para com bancos privados. A "farsa cruel" é que os governos estão em dívida de dinheiro criado num écran de computador, dinheiro que poderiam eles próprios ter criado. O vasto poder adquirido através deste passe de mágica por uma pequena clique de homens a puxarem os cordéis do governo nos bastidores evoca imagens de O feiticeiro de Oz [NR 2] , um conto de fadas clássico americano que se tornou uma rica fonte de imagens para comentadores financeiros. O editorialista Christopher Mark escreveu numa série intitulada "O grande engano":
Benvindo ao mundo do Banqueiro Internacional, o qual, tal como no famoso filme The Wizard of Oz, fica por trás das cortinas a orquestar os decisores da política nacional e internacional e os chamados líderes eleitos. [10]
O falecido Murray Rothbard, economista da escola clássica austríaca, escreveu:
Dinheiro e banca foram feitos aparecer como processos misteriosos e herméticos que devem ser guiados e operados por uma elite tecnocrática. Eles não são nada disso. Em matéria de dinheiro, ainda mais do que no restos dos nossos assuntos, temos sido trapaceados por um maligno Feiticeiro de Oz. [11]
Em 2002, num artigo intitulado "Quem controla o Sistema de Reserva Federal?", Victor Thorn escreveu:
Na essência, o dinheiro tornou-se nada mais do que ilusão – um número ou quantia electrónica num écran de computador. ... Com o andar do tempo, temos uma tendência crescente para sermos sugados dentro deste vórtex de irrealidade do Feiticeiro de Oz [por] sacerdotes-mágicos que utilizam a ilusão do dinheiro como seu dispositivo de controle. [12]
James Galbraith escreveu em The New American Prospect:
Nós ficamos ... com a ideia de que o Federal Reserve Board não sabe o que está a fazer. Isto é a teoria "Feiticeiro de Oz", na qual afastamos as cortinas só para encontrar um velho com uma face enrugada, a brincar com luzes e alto-falantes. [13]
As analogias com O feiticeiro de Oz funcionam por uma razão. Segundo os mais recentes comentadores, o conto escrito realmente como uma alegoria monetária, numa época em que a "questão monetária" era um assunto chave na política americana. Na década de 1890, os políticos ainda estavam a debater apaixonadamente quem deveria criar o dinheiro do país e do que ele deveria consistir. Deveria ser criado pelo governo, com plena responsabilização para com o povo? Ou deveria ser criado por bancos privados por trás de portas fechados, para as finalidades privadas dos próprios bancos?
William Jennings Bryan, o candidato Populista à presidência em 1896 e novamente em 1900, montou o último desafio sério ao direito de banqueiros privados criarem a oferta monetária nacional. Segundo os comentadores, Bryan foi representado por Frank Baum, em 1900, no livro The Wonderful Wizard of Oz by the Cowardly Lion. O Leão finalmente provou que era o Rei dos Animais ao decapitar uma aranha gigante que aterrorizava todos na floresta. A aranha gigante que Bryan desafiava na viragem do século XX era o cartel bancário Morgan/Rockefeller, o qual pretendia usurpar o poder de criar o dinheiro do país ao povo e ao seu governo representativo.
Antes da I Guerra Mundial, dois sistemas opostos de economia política competiam pelo predomínio nos Estados Unidos. Um operava a partir da Wall Street, o distrito financeiro de Nova York que veio a ser o símbolo das finanças americanas. O seu endereço mais importante era Wall Street 23, conhecido como a "Casa de Morgan". J. P. Morgan era um agente de poderosos interesses britânicos. Os Feiticeiros da Wall Street e os banqueiros do Velho Mundo a puxarem seus cordões procurando estabelecer uma divisa nacional que fosse baseada no "padrão ouro", uma divisa criada de forma privada pela elite financeiro que controlava o ouro. O outro sistema remontava a Benjamin Franklin e operava a partir de Filadelfia, a primeira capital do país, onde foi efectuada a Convenção Constitucional e a "Society for Political Inquiries" de Franklin planeou a industrialização e obras públicas que libertariam a nova república da escravidão económica à Inglaterra. [14] A facção de Filadelfia favorecia um banco de acordo com o modelo estabelecido na provinciana Pennsylvania, onde um gabinete estadual de empréstimos emitia e emprestava dinheiro, arrecadava os juros e devolvia-o ao governo provincial para ser utilizado no lugar de impostos. O presidente Abraham Lincoln retornou ao sistema colonial de dinheiro emitido pelo governo durante a Guerra Civil, mas ele foi assassinado e os banqueiros reclamaram o controle da máquina do dinheiro. O golpe silencioso da facção da Wall Street culminou com a aprovação do Federal Reserve Act em 1913, algo que eles alcançaram enganando Bryan e outros congressistas desconfiados levando-os a pensar que o Federal Reserve era realmente federal.
Hoje, o debate sobre quem deveria criar a oferta monetária nacional é ouvido raramente, principalmente porque poucas pessoas percebem mesmo que isso é uma questão. Políticos e economistas, assim como toda a gente, simplesmente assumem que o dinheiro é criado pelo governo e que a "inflação" de que todos se queixam é provocada por um governo fora de controle que faz correr as impressoras do dólar. Os mestres dos fantoches que trabalhavam a máquina do dinheiro eram mais visíveis na década de 1890 do que são hoje, em grande medida porque eles ainda não haviam tido êxito em comprar os media e dominar a opinião pública.
A teoria económica é um assunto árido e amedrontador que foi tornado intencionalmente complexo pelo interesse dos bancos em esconder o que realmente está a acontecer. É um assunto que precisa de esclarecimento urgente, com imagens, metáforas, personalidades e um enredo. Assim, antes de entrar nos tediosos pormenores do sistema moderno de dinheiro-baseado-sobre-dívida, efectuaremos uma excursão ao passado, a um tempo mais simples, quando as questões monetárias eram mais óbvias e ainda assim tópico de discussões candentes. A linha mestra do enredo de O feiticeiro de Oz foi traçada para a primeira de sempre marcha sobre Washington, liderada por um obscuro homem de negócios de Ohio que em 1894 procurou persuadir o Congresso a retornar ao sistema de Lincoln de dinheiro emitido pelo governo. Além de disparar um século de marchas de protesto e o mais famoso conto de fadas do país, este visionário pouco conhecido e o bando de desempregados que ele liderou podem realmente ter tido a solução para todo o problema monetário, então e agora.
NR 1: Andrew Jackson: 7º presidente dos Estados Unidos (1829-1837)
NR 2: O Feiticeiro de Oz, filme de 1938 estrelado por Judy Garland (baseado num livro de 1901 de L. Frank Baum)
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Conteúdo de A teia da dívida
Sumário/Agradecimentos
Prefácio, por Reed Simpson, Banker and Developer
Introdução: Capturado pela aranha da dívida
Secção I – A ESTRADA DE LADRILHOS AMARELOS: DO OURO ÀS FEDERAL RESERVE NOTES
1- Lições de O feiticeiro de Oz
2- Por trás da cortina: O Federal Reserve e a dívida federal
3- Experimentos em utopia: Papel-moeda colonial como moeda de curso legal
4- Como o governo foi persuadido a tomar emprestado o seu próprio dinheiro
5- Dos matriarcado da abundância aos patriarcados da dívida
6- Puxando os cordéis do rei: Os agiotas tomam a Inglaterra
7- Enquanto o Congresso cochila em campos de papoulas: Jefferson e Jackson tocam o alarme
8- Espantalho com cérebro: Lincoln frustra os banqueiros
9- Lincoln perde a batalha com os mestres das finanças europeias
10- A grande impostura: O padrão ouro e o homem de palha da inflação
Secção II – OS BANQUEIROS CAPTURAM A MÁQUINA DO DINHEIRO
11- Nada como o lar: A combater pela propriedade agrícola familiar
12- Cabeça pretensiosas e mãos invisíveis: O governo secreto
13- Reunião de bruxas: O caso da Ilha Jekyll e o Federal Reserve Act de 1913
14- A domar o leão: O imposto federal sobre o rendimento
15- Graves consequências: A Grande Depressão
16- A lubrificar as juntas enferrujadas da economia: Roosevelt, Keynes e o New Deal
17- Wright Patman revela a máquina do dinheiro
18- Um olhar ao manual do Fed: "Modern Money Mechanics"
19- Ataques de ursos e short sales: A devorar mercados de capitais
20- Hedge Funds e derivativos: Um cavalo de cor diferente
Secção III – ESCRAVIZADOS PELA DÍVIDA: A REDE DOS BANQUEIROS ESTENDE-SE A TODO O GLOBO
21- Adeus estrada de ladrilhos amarelos: Das reservas ouro aos petrodólares
22- A armadilha tequila: A história real por trás da estranha invasão ilegal
23- A libertar os winkies amarelos: O sistema da nota verde floresce lá fora
24- Maldição ridicularizada: "Alemanha financia uma guerra sem dinheiro"
25- Outro olhar à trapaça inflacionária: Alguns "manuais" de hiper-inflações revisitados
26- Campos de papoila, guerras do ópio e tigres asiáticos
27- A despertar o gigante sonolento: O sistema da nota verde de Lincoln vai para a China
28- A recuperar a jóia do Império Britânico: Movimento popular toma a Índia
Secção IV – A ARANHA DA DÍVIDA CAPTURA A AMÉRICA
29- O trabalho duro do Tin Man: Servidão da dívida para os trabalhadores americanos
30- O isco na armadilha da dívida do consumidor: a ilusão da propriedade do lar
31- A perfeita tempestade financeira
32- No olho do ciclone: Como a crise dos derivativos paralisou o sistema bancário
33- Mantendo a ilusão: A amarrar mercados financeiros
34- Colapso: A bancarrota secreta dos bancos
Secção V – OS CHINELOS MÁGICOS: RECUPERAR O PODER MONETÁRIO
35- A progredir da escassez para a abundância tecnicolor
36- O Movimento da Divisa Comunitária: Evitar a teia da dívida com divisas "paralelas"
37- A questão do dinheiro: Debate entre os defensores do ouro e os da nota verde
38- A dívida federal: Um caso de pensamento desorganizado
39- Liquidar a dívida federal sem provocar inflação
40- O dinheiro "helicóptero": O novo balão de ar quente do Fed
Secção VI – VENCER A ARANHA DA DÍVIDEA: UM SISTEMA BANCÁRIO QUE SIRVA O POVO
41- Restaurar a soberania nacional com um sistema bancário verdadeiramente nacional
42- A questão do juro: Ben Franklin resolver o problema do contrato impossível
43- Salvamento, compra de controle accionário ou tomada corporativa? Bater os Barões Ladrões no seu próprio jogo
44- O conserto rápido: O governo que paga a si próprio
45- O Tin Man ganha coragem: Resolver o problema da dívida do Terceiro Mundo
46- Construir uma ponte: Rumo a um novo Bretton Woods
47- Sobre o arco-íris: Governo sem impostos ou dívida
Glossário
Bibliografia seleccionada e leituras sugeridas
Notas
Index
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para encomendar o livro.
[*] Foi promotora em Los Angeles, autora de 11 livros, viveu em países do Terceiro Mundo. ellenhbrown@gmail.com
O original encontra-se em http://www.webofdebt.com/
Esta introdução de The Web of Debt encontra-se em http://resistir.info/ .
por Ellen Hodgson Brown [*]
INTRODUÇÃO: CAPTURADOS PELA ARANHA DA DÍVIDA
O presidente Andrew Jackson denominou o cartel bancário de "monstro de muitas cabeças, como a hidra a devorar a carne do homem comum". O presidente da municipalidade de Nova York, John Hylan, a escrever na década de 1920, chamou-a de "polvo gigante" que "captura nos seus longos e poderosos tentáculos nossos responsáveis executivos, nossos corpos legislativos, nossas escolas, nossos tribunais, nossos jornais e toda agência criada para a protecção pública". A aranha da dívida devorou propriedades agrícolas, lares e todos os países que ficaram presos na sua teia. Num artigo de Fevereiro de 2005 intitulado "A morte da banca" ("The Death of Banking"), o comentador financeiro Hans Schicht escreveu:
O facto de ao banqueiro ser permitido conceder crédito várias vezes superior à sua própria base de capital e de os carteis bancários, os bancos centrais, serem autorizados a emitir dinheiro de papel fresco em troca de papéis do tesouro, proporcionou-lhes almoços gratuitos para a eternidade... Através de uma rede de aranhas financeiras anónimas a tecerem a teia, apenas um punhado de Banqueiros Reis globais possui e controla isto tudo... Tudo, pessoas, empresas, Estado e países estrangeiros, todo se tornam escravos aprisionados ao Banqueiro pelos grilhões do crédito. [1]
Schicht escreve que durante a sua carreira teve oportunidade de observar as manigâncias das finanças a partir de dentro. O jogo ficou tão centralizado e concentrado, afirma ele, que a maior parte da banca e das empresas dos EUA está agora sob o controle de um pequeno grupo fechado de homens. Ele denomina o jogo de "aranhas tecelonas". As suas regras incluem:
Tornar invisível qualquer concentração de riqueza.
Exercer controle através de "alavancagem" – fusões, tomadas, cadeias partilhadas de holdings em que uma companhia possui acções de outras companhias, condições anexadas a empréstimos e assim por diante.
Exercer administração e controle pessoal duros, com um mínimo de iniciados (insiders) e de homens de fachada, os quais têm apenas um conhecimento parcial do jogo.
O falecido Dr. Carroll Quigley foi escritor e professor de história na Georgetown University e ali foi mentor do presidente Bill Clinton. O Dr. Quigley escreveu a partir do seu conhecimento pessoal acerca de uma clique de elite de financeiros globais empenhados em controlar o mundo. O seu objectivo, disse ele, era "nada menos do que criar um sistema mundial de controle financeiro em mãos privadas capaz de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo como um todo". Este sistema era "para ser controlado de um modo feudal pelos bancos centrais do mundo a actuarem em concertação, por acordos secretos".[2] Ele chamava a este clique simplesmente os "banqueiros internacionais". A sua essência não era raça, religião ou nacionalidade mas apenas uma paixão pelo controle sobre outros humanos. A chave para o seu êxito era que controlassem e manipulassem o sistema monetário de um país enquanto permitiam que ele parecesse ser controlado pelo governo.
Os banqueiros internacionais tiveram êxito em fazer mais do que simplesmente controlar a oferta monetária. Hoje eles realmente criam a oferta monetária, embora fazendo com que a mesma pareça ser criada pelo governo. Este esquema tortuoso foi revelado por Sir Josiah Stamp, director do Banco da Inglaterra e o segundo homem mais rico da Grã-Bretanha na década de 1920. Ao falar na Universidade do Texas em 1927, ele lançou esta bomba:
O sistema bancário moderno fabrica dinheiro a partir do nada. O processo é talvez a mais espantosa peça de prestidigitação alguma vez já inventada. A banca foi concebida na desigualdade e nasceu no pecado... Os banqueiros possuem a terra. Tome-a deles mas deixem-nos o poder de criar dinheiro e, com um toque de caneta, eles criarão bastante dinheiro para comprá-la outra vez... Retirem-lhes este grande poder e todas as grandes fortunas, como a minha, desaparecerão, e então isto seria um mundo melhor e mais feliz para nele viver... Mas se quiserem continuar a serem escravos de banqueiros e pagarem o custo da sua própria escravidão, então deixem os banqueiros continuar a criar dinheiro e controlar o crédito. [3]
O Professor Henry C. K. Liu é economista licenciado por Harvard e presidiu um departamento na Universidade da Califórnia-Los Angeles antes de se tornar conselheiro de investimento de países em desenvolvimento. Ele considera o actual esquema monetário como "farsa cruel". Quando acordarmos para este facto, afirma ele, toda a nossa visão económica do mundo precisará ser reordenada, "assim como a física foi sujeita a reordenamento quando a visão do homem mudou com a percepção de que a terra não é estacionária nem é o centro do universo". [4] A farsa é que não há virtualmente nenhum dinheiro "real" no sistema, apenas dívidas. Excepto para moedas, as quais são emitidas pelo governo e constituem apenas cerca de um milésimo da oferta monetária, toda a oferta monetária dos EUA consiste agora de dívida a bancos privados, pois eles criam o dinheiro com entradas nas suas contabilidades. Tudo é feito por prestidigitação e, como num truque de mágico, temos de assisti-lo muitas vezes antes de percebermos o que está a acontecer. Mas quando o fizermos, isto tudo muda. Toda a história tem de ser reescrita.
Os capítulos seguintes rastreiam a teia de enganos que nos afundou na dívida e apresenta uma solução simples que poderia tornar o país solvente outra vez. Não é uma nova solução mas remonta à Constituição: o poder de criar dinheiro precisa ser devolvido ao governo e ao povo que ele representa. A dívida federal poderia ser paga, os impostos sobre o rendimento poderiam ser eliminados e os programas sociais poderiam ser expandidos; e tudo isto poderia ser feito sem impor medidas de austeridade sobre o povo ou sem atear inflação galopante. Utópico como possa parecer, isto representa o pensamento de alguns dos melhores e mais brilhantes homens da América, históricos e contemporâneos, incluindo Abraham Lincoln, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin. Dentre outros factos impressionantes explorados neste livro destaca-se que:
O "Federal" Reserve não é realmente federal. É uma corporação privada possuída por um consórcio de bancos multinacionais muito grandes (Capítulo 13)
Excepto quanto a moedas, o governo não cria dinheiro. As notas de dólar (Federal Reserve Notes) são criadas pelo privado Federal Reserve, o qual empresta-as ao governo. (Capítulo 2)
A divisa tangível (moedas e notas de dólar) em conjunto constitui menos de 3 por cento da oferta monetária dos EUA. Os outros 97 por cento existem apenas como entradas de dados em écrans de computador, e todo este dinheiro foi criado por bancos na forma de empréstimos. (Capítulos 2 e 17)
O dinheiro que os bancos emprestam não é reciclado a partir de depósitos pré-existentes. É dinheiro novo, o qual não existe até ser emprestado. (Capítulos 17 e 18)
Trinta por cento do dinheiro criado pelos bancos com entradas na contabilidade é investido nas suas próprias contas. (Capítulo 18)
O sistema bancário americano, o qual no passado concedia empréstimos produtivos à agricultura e à indústria, tornou-se hoje uma máquina gigante de apostas. Uns estimados US$370 milhões de milhões (trillion) estão agora a cavalgar complexas apostas de alto risco conhecidas como derivativos – 28 vezes os US$13 milhões de milhões do produto anual de toda a economia dos EUA. Estas apostas são financiadas por grandes bancos dos EUA e são feitas em grande medida com dinheiro emprestado criado num écran de computador. Os derivativos podem ser, e têm sido, utilizados para manipular mercados, saquear negócios e destruir economias competidoras. (Capítulos 20 e 32)
A dívida federal dos EUA não tem sido liquidada desde os dias de Andrew Jackson [NR 1] . Só os juros são pagos, enquanto a parte principal continua a crescer. (Capítulo 2)
O imposto federal sobre o rendimento foi instituído especificamente para coagir os contribuintes a pagarem os juros devidos aos bancos sobre a dívida federal. Se a oferta monetária houvesse sido criada pelo governo ao invés de ser emprestada dos bancos que a criaram, o imposto sobre o rendimento teria sido desnecessário. (Capítulos 13 e 43)
Só os juros sobre a dívida federal em breve serão maiores do que os contribuintes podem permitir-se pagar. Quando não pudermos pagar, o sistema do dólar baseado na dívida da Reserva Federal deve entrar em colapso. (Capítulo 29)
Ao contrário d crença popular, a inflação rastejante não é provocada pela impressão irresponsável de dólares por parte do governo. É provocada pelos bancos que expandem a oferta monetária com empréstimos. (Capítulo 10)
A maioria das inflações galopantes vistas nas "repúblicas de bananas" foi provocada não por governos nacionais a imprimirem excesso de dinheiro e sim por especuladores institucionais globais a atacarem e a desvalorizarem-nas nos mercados internacionais. (Capítulo 25)
A mesma espécie de desvalorização especulativa poderia acontecer ao dólar dos EUA se os investidores internacionais o abandonassem como divisa global de "reserva, algo que eles estão agora a ameaçar fazer em retaliação pelo que entendem ser o imperialismo económico americano. (Capítulos 29 e 37)
Há um caminho para fora deste pântano. Os primitivos colonizadores americanos descobriram-no, tal como Abraham Lincoln e alguns outros líderes nacionais: o governo pode recuperar, tomando de volta, o poder de emitir dinheiro dado aos bancos. (Capítulos 8 e 24)
As Federal Reserve Notes dos banqueiros e as moedas do governo representam dois sistemas monetários separados que têm estado a competir pelo domínio ao longo da história registada. Houve tempo em que o direito de emitir moeda era o direito soberano do rei; mas aquele direito foi usurpado por agiotas. Hoje o soberano é o povo e as moedas, que constituem menos de um milésimo da oferta monetária, são tudo o que restou da nossa soberania monetária. Muitos países emitiram com êxito o seu próprio dinheiro, pelo menos durante algum tempo; mas o dinheiro-dívida dos banqueiros geralmente infiltrou o sistema e acabou por tomá-lo. Estes conceitos são tão estranhos em relação ao que nos tem sido ensinado que pode ser difícil envolver as nossas mentes em torno deles, mas os factos foram fundamentados por muitas autoridades confiáveis. Para citar umas poucas:
Robert H. Hemphill, Administrador de Crédito do Federal Reserve Bank of Atlanta, escreveu em 1934:
Estamos completamente dependentes dos bancos comerciais. Alguém tem de tomar emprestado todo dólar que temos em circulação, cash ou crédito. Se os bancos criam muito dinheiro sintético estamos prósperos; se não, passamos fome. Estamos absolutamente sem um sistema monetário permanente. Quando alguém obtém um domínio completo do quadro, o absurdo trágico da nossa posição sem esperança é quase incrível, mas ali está. Este é o assunto mais importante para pessoas inteligentes investigarem e reflectirem. [5]
Graham Towers, Governador do Bank of Canada de 1935 a 1955, reconheceu:
Bancos criam dinheiro. Isso é o que eles fazem... O processo de fabricação do dinheiro consiste em fazer uma entrada num livro. Isso é tudo... Cada vez que um banco faz um empréstimo... novo crédito bancário é criado – dinheiro novo em folha. [6]
Robert B. Anderson, Secretário do Tesouro no governo Eisenhower, disse numa entrevista publicada no número de 31/Agosto/1959 da U.S. News and World Report:
Quando um banco faz um empréstimo, ele simplesmente acrescenta à conta de depósito do tomador naquele banco a quantia do empréstimo. O dinheiro não é tomado do depósito de qualquer outra pessoa, ele não foi pago anteriormente ao banco por qualquer pessoa. É dinheiro novo, criado pelo banco para a utilização do tomador.
Michel Chossudovsky, Professor de Ciências Económicas na Universidade de Ottawa, durante a crise de divisas asiática de 1998 afirmou:
As reservas monetárias mantidas nas mãos de "especuladores institucionais" excedem de longe as limitadas capacidades dos bancos centrais do mundo. Este últimos, a actuarem de forma individual ou colectiva, já não são capazes de combater a maré de actividade especulativa. A política monetária está nas mãos de credores privados que têm a capacidade de congelar orçamentos de Estado, paralisar processos de pagamento, impedir o desembolso regular de salários para milhões de trabalhadores (como na antiga União Soviética) e precipitar o colapso de programas de produção e sociais. [7]
Hoje, as Federal Reserve Notes e os empréstimos em US dólar dominam a economia do mundo; mas esta divisa internacional não é dinheiro emitido pelo povo americano ou o seu governo. É dinheiro criado e emprestado por um cartel privado de banqueiros internacionais, e este cartel capturou os próprios Estados Unidos irremediavelmente numa teia de dívida. Em 2006, a dívida conjunta pessoal, corporativa e federal nos Estados Unidos atingiu uns estarrecedores 44 milhões de milhões de dólares – quatro vezes o rendimento nacional colectivo, ou US$147.312 para todo homem, mulher e criança no país.[8] Os Estados Unidos estão legalmente em bancarrota, definido no dicionário como ser incapaz de pagar as próprias dívidas, estar insolvente, ou ter passivos em excesso em relação a um valor de mercado razoável dos activos possuídos. Em Outubro de 2006, a dívida do governo dos EUA atingiu uma quantia de tirar o fôlego: US$8,5 milhões de milhões. Os governos locais, estaduais e nacional estão tão pesadamente endividados que têm sido forçados a liquidar activos públicos para satisfazer credores. Escolas apinhadas, estradas apinhadas e cortes nos transportes públicos estão a erodir a qualidade de vida americana. Um relatório de 2005 da American Society of Civil Engineers atribuiu à infraestrutura do país uma graduação global de D, incluindo suas estradas, pontes, sistemas de água potável e outras obras públicas. "Os americanos estão a gastar mais tempo paralisados no tráfego e menos tempo com as suas famílias", disse o presidente do grupo. "Precisamos estabelecer um plano abrangente e a longo prazo de infraestrutura" [9] Precisamos mas não podemos, porque o governo está arruinado a todo nível.
Dinheiro na Terra de Oz
Se os governos por toda a parte estão em dívida, a quem devem? A resposta é que estão em dívida para com bancos privados. A "farsa cruel" é que os governos estão em dívida de dinheiro criado num écran de computador, dinheiro que poderiam eles próprios ter criado. O vasto poder adquirido através deste passe de mágica por uma pequena clique de homens a puxarem os cordéis do governo nos bastidores evoca imagens de O feiticeiro de Oz [NR 2] , um conto de fadas clássico americano que se tornou uma rica fonte de imagens para comentadores financeiros. O editorialista Christopher Mark escreveu numa série intitulada "O grande engano":
Benvindo ao mundo do Banqueiro Internacional, o qual, tal como no famoso filme The Wizard of Oz, fica por trás das cortinas a orquestar os decisores da política nacional e internacional e os chamados líderes eleitos. [10]
O falecido Murray Rothbard, economista da escola clássica austríaca, escreveu:
Dinheiro e banca foram feitos aparecer como processos misteriosos e herméticos que devem ser guiados e operados por uma elite tecnocrática. Eles não são nada disso. Em matéria de dinheiro, ainda mais do que no restos dos nossos assuntos, temos sido trapaceados por um maligno Feiticeiro de Oz. [11]
Em 2002, num artigo intitulado "Quem controla o Sistema de Reserva Federal?", Victor Thorn escreveu:
Na essência, o dinheiro tornou-se nada mais do que ilusão – um número ou quantia electrónica num écran de computador. ... Com o andar do tempo, temos uma tendência crescente para sermos sugados dentro deste vórtex de irrealidade do Feiticeiro de Oz [por] sacerdotes-mágicos que utilizam a ilusão do dinheiro como seu dispositivo de controle. [12]
James Galbraith escreveu em The New American Prospect:
Nós ficamos ... com a ideia de que o Federal Reserve Board não sabe o que está a fazer. Isto é a teoria "Feiticeiro de Oz", na qual afastamos as cortinas só para encontrar um velho com uma face enrugada, a brincar com luzes e alto-falantes. [13]
As analogias com O feiticeiro de Oz funcionam por uma razão. Segundo os mais recentes comentadores, o conto escrito realmente como uma alegoria monetária, numa época em que a "questão monetária" era um assunto chave na política americana. Na década de 1890, os políticos ainda estavam a debater apaixonadamente quem deveria criar o dinheiro do país e do que ele deveria consistir. Deveria ser criado pelo governo, com plena responsabilização para com o povo? Ou deveria ser criado por bancos privados por trás de portas fechados, para as finalidades privadas dos próprios bancos?
William Jennings Bryan, o candidato Populista à presidência em 1896 e novamente em 1900, montou o último desafio sério ao direito de banqueiros privados criarem a oferta monetária nacional. Segundo os comentadores, Bryan foi representado por Frank Baum, em 1900, no livro The Wonderful Wizard of Oz by the Cowardly Lion. O Leão finalmente provou que era o Rei dos Animais ao decapitar uma aranha gigante que aterrorizava todos na floresta. A aranha gigante que Bryan desafiava na viragem do século XX era o cartel bancário Morgan/Rockefeller, o qual pretendia usurpar o poder de criar o dinheiro do país ao povo e ao seu governo representativo.
Antes da I Guerra Mundial, dois sistemas opostos de economia política competiam pelo predomínio nos Estados Unidos. Um operava a partir da Wall Street, o distrito financeiro de Nova York que veio a ser o símbolo das finanças americanas. O seu endereço mais importante era Wall Street 23, conhecido como a "Casa de Morgan". J. P. Morgan era um agente de poderosos interesses britânicos. Os Feiticeiros da Wall Street e os banqueiros do Velho Mundo a puxarem seus cordões procurando estabelecer uma divisa nacional que fosse baseada no "padrão ouro", uma divisa criada de forma privada pela elite financeiro que controlava o ouro. O outro sistema remontava a Benjamin Franklin e operava a partir de Filadelfia, a primeira capital do país, onde foi efectuada a Convenção Constitucional e a "Society for Political Inquiries" de Franklin planeou a industrialização e obras públicas que libertariam a nova república da escravidão económica à Inglaterra. [14] A facção de Filadelfia favorecia um banco de acordo com o modelo estabelecido na provinciana Pennsylvania, onde um gabinete estadual de empréstimos emitia e emprestava dinheiro, arrecadava os juros e devolvia-o ao governo provincial para ser utilizado no lugar de impostos. O presidente Abraham Lincoln retornou ao sistema colonial de dinheiro emitido pelo governo durante a Guerra Civil, mas ele foi assassinado e os banqueiros reclamaram o controle da máquina do dinheiro. O golpe silencioso da facção da Wall Street culminou com a aprovação do Federal Reserve Act em 1913, algo que eles alcançaram enganando Bryan e outros congressistas desconfiados levando-os a pensar que o Federal Reserve era realmente federal.
Hoje, o debate sobre quem deveria criar a oferta monetária nacional é ouvido raramente, principalmente porque poucas pessoas percebem mesmo que isso é uma questão. Políticos e economistas, assim como toda a gente, simplesmente assumem que o dinheiro é criado pelo governo e que a "inflação" de que todos se queixam é provocada por um governo fora de controle que faz correr as impressoras do dólar. Os mestres dos fantoches que trabalhavam a máquina do dinheiro eram mais visíveis na década de 1890 do que são hoje, em grande medida porque eles ainda não haviam tido êxito em comprar os media e dominar a opinião pública.
A teoria económica é um assunto árido e amedrontador que foi tornado intencionalmente complexo pelo interesse dos bancos em esconder o que realmente está a acontecer. É um assunto que precisa de esclarecimento urgente, com imagens, metáforas, personalidades e um enredo. Assim, antes de entrar nos tediosos pormenores do sistema moderno de dinheiro-baseado-sobre-dívida, efectuaremos uma excursão ao passado, a um tempo mais simples, quando as questões monetárias eram mais óbvias e ainda assim tópico de discussões candentes. A linha mestra do enredo de O feiticeiro de Oz foi traçada para a primeira de sempre marcha sobre Washington, liderada por um obscuro homem de negócios de Ohio que em 1894 procurou persuadir o Congresso a retornar ao sistema de Lincoln de dinheiro emitido pelo governo. Além de disparar um século de marchas de protesto e o mais famoso conto de fadas do país, este visionário pouco conhecido e o bando de desempregados que ele liderou podem realmente ter tido a solução para todo o problema monetário, então e agora.
NR 1: Andrew Jackson: 7º presidente dos Estados Unidos (1829-1837)
NR 2: O Feiticeiro de Oz, filme de 1938 estrelado por Judy Garland (baseado num livro de 1901 de L. Frank Baum)
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Conteúdo de A teia da dívida
Sumário/Agradecimentos
Prefácio, por Reed Simpson, Banker and Developer
Introdução: Capturado pela aranha da dívida
Secção I – A ESTRADA DE LADRILHOS AMARELOS: DO OURO ÀS FEDERAL RESERVE NOTES
1- Lições de O feiticeiro de Oz
2- Por trás da cortina: O Federal Reserve e a dívida federal
3- Experimentos em utopia: Papel-moeda colonial como moeda de curso legal
4- Como o governo foi persuadido a tomar emprestado o seu próprio dinheiro
5- Dos matriarcado da abundância aos patriarcados da dívida
6- Puxando os cordéis do rei: Os agiotas tomam a Inglaterra
7- Enquanto o Congresso cochila em campos de papoulas: Jefferson e Jackson tocam o alarme
8- Espantalho com cérebro: Lincoln frustra os banqueiros
9- Lincoln perde a batalha com os mestres das finanças europeias
10- A grande impostura: O padrão ouro e o homem de palha da inflação
Secção II – OS BANQUEIROS CAPTURAM A MÁQUINA DO DINHEIRO
11- Nada como o lar: A combater pela propriedade agrícola familiar
12- Cabeça pretensiosas e mãos invisíveis: O governo secreto
13- Reunião de bruxas: O caso da Ilha Jekyll e o Federal Reserve Act de 1913
14- A domar o leão: O imposto federal sobre o rendimento
15- Graves consequências: A Grande Depressão
16- A lubrificar as juntas enferrujadas da economia: Roosevelt, Keynes e o New Deal
17- Wright Patman revela a máquina do dinheiro
18- Um olhar ao manual do Fed: "Modern Money Mechanics"
19- Ataques de ursos e short sales: A devorar mercados de capitais
20- Hedge Funds e derivativos: Um cavalo de cor diferente
Secção III – ESCRAVIZADOS PELA DÍVIDA: A REDE DOS BANQUEIROS ESTENDE-SE A TODO O GLOBO
21- Adeus estrada de ladrilhos amarelos: Das reservas ouro aos petrodólares
22- A armadilha tequila: A história real por trás da estranha invasão ilegal
23- A libertar os winkies amarelos: O sistema da nota verde floresce lá fora
24- Maldição ridicularizada: "Alemanha financia uma guerra sem dinheiro"
25- Outro olhar à trapaça inflacionária: Alguns "manuais" de hiper-inflações revisitados
26- Campos de papoila, guerras do ópio e tigres asiáticos
27- A despertar o gigante sonolento: O sistema da nota verde de Lincoln vai para a China
28- A recuperar a jóia do Império Britânico: Movimento popular toma a Índia
Secção IV – A ARANHA DA DÍVIDA CAPTURA A AMÉRICA
29- O trabalho duro do Tin Man: Servidão da dívida para os trabalhadores americanos
30- O isco na armadilha da dívida do consumidor: a ilusão da propriedade do lar
31- A perfeita tempestade financeira
32- No olho do ciclone: Como a crise dos derivativos paralisou o sistema bancário
33- Mantendo a ilusão: A amarrar mercados financeiros
34- Colapso: A bancarrota secreta dos bancos
Secção V – OS CHINELOS MÁGICOS: RECUPERAR O PODER MONETÁRIO
35- A progredir da escassez para a abundância tecnicolor
36- O Movimento da Divisa Comunitária: Evitar a teia da dívida com divisas "paralelas"
37- A questão do dinheiro: Debate entre os defensores do ouro e os da nota verde
38- A dívida federal: Um caso de pensamento desorganizado
39- Liquidar a dívida federal sem provocar inflação
40- O dinheiro "helicóptero": O novo balão de ar quente do Fed
Secção VI – VENCER A ARANHA DA DÍVIDEA: UM SISTEMA BANCÁRIO QUE SIRVA O POVO
41- Restaurar a soberania nacional com um sistema bancário verdadeiramente nacional
42- A questão do juro: Ben Franklin resolver o problema do contrato impossível
43- Salvamento, compra de controle accionário ou tomada corporativa? Bater os Barões Ladrões no seu próprio jogo
44- O conserto rápido: O governo que paga a si próprio
45- O Tin Man ganha coragem: Resolver o problema da dívida do Terceiro Mundo
46- Construir uma ponte: Rumo a um novo Bretton Woods
47- Sobre o arco-íris: Governo sem impostos ou dívida
Glossário
Bibliografia seleccionada e leituras sugeridas
Notas
Index
Clique
The Web of Debt: The Shocking Truth About Our Money System and How We Can Break Free
para encomendar o livro.
[*] Foi promotora em Los Angeles, autora de 11 livros, viveu em países do Terceiro Mundo. ellenhbrown@gmail.com
O original encontra-se em http://www.webofdebt.com/
Esta introdução de The Web of Debt encontra-se em http://resistir.info/ .
29/05/09
A verdade sobre os bancos!
Para os clarividentes a quem interessa saber:
http://comaverdademeenganas.wordpress.com/2009/05/01/esclarecimento-sobre-dinheiro-e-bancos/
http://comaverdademeenganas.wordpress.com/2009/05/01/esclarecimento-sobre-dinheiro-e-bancos/
27/05/09
Codex-alimentarius
Mais uma interessante legislação, a entrar em vigor a 31-12-2009.
Vocês não acreditam, mas a liberdade esvai-se entre os nossos dedos, enquanto dormimos...
Junte-se-lhe os micro-chips, o controlo da água, da energia, da alimentação, das contas bancárias, da internet,...
Eu serei provavelmente uma pessoa a desligar (desconectar, abafar, calar, suprimir...)!
http://oresgate.com/2009/04/01/codex-alimentarius/
Vejam ainda:
http://ovigia.wordpress.com/2009/01/04/codex-alimentarius-a-matanca-de-3-bilioes-de-seres-humanos/
Vocês não acreditam, mas a liberdade esvai-se entre os nossos dedos, enquanto dormimos...
Junte-se-lhe os micro-chips, o controlo da água, da energia, da alimentação, das contas bancárias, da internet,...
Eu serei provavelmente uma pessoa a desligar (desconectar, abafar, calar, suprimir...)!
http://oresgate.com/2009/04/01/codex-alimentarius/
Vejam ainda:
http://ovigia.wordpress.com/2009/01/04/codex-alimentarius-a-matanca-de-3-bilioes-de-seres-humanos/
Para entender os bancos!
Este magnifico post permite, a quem desejar saber, a verdadeira essência da exploração do0 trabalho da população pelos Bancos:
http://citadino.blogspot.com/2009/05/reintroducao-do-escudo-na-economia.html
Vejam e reflitam!!!!
http://citadino.blogspot.com/2009/05/reintroducao-do-escudo-na-economia.html
Vejam e reflitam!!!!
Bilderberg 2009
Para quem quer saber quem são, o que são os bilderberg, fica o link para este post:
http://moteparamotim.blogspot.com/2009/05/bilderberg-2009-manuela-ferreira-leite.html
http://moteparamotim.blogspot.com/2009/05/bilderberg-2009-manuela-ferreira-leite.html
Movimento Liberta's
Deparei na internet com este movimento:
www.libertas.eu
Será uma boa aposta?
Deveremos votar em branco?
Votar nulo?
Como poderemos demonstrar que queremos a democracia de volta, que estamos saturados desta oligarquia que se serve de todos nós?
Fica a questão... para vossa reflexão!
www.libertas.eu
Será uma boa aposta?
Deveremos votar em branco?
Votar nulo?
Como poderemos demonstrar que queremos a democracia de volta, que estamos saturados desta oligarquia que se serve de todos nós?
Fica a questão... para vossa reflexão!
26/05/09
Será que já estava tudo previsto em 1990
Ao realizar umas pesquisas na Net, deparei com este site.
http://demo-de-democracia.blogspot.com/2009/05/venenos-no-ar-gripe-e-chemtrails.html
Deêm uma vista de olhos, e tirem as vossas próprias conclusões...
http://demo-de-democracia.blogspot.com/2009/05/venenos-no-ar-gripe-e-chemtrails.html
Deêm uma vista de olhos, e tirem as vossas próprias conclusões...
25/05/09
Manelinha + Pinho?
Bem, carissimos:
Este ano, os convidados para a "mui" célebre e divulgada reunião Bilderberg foram estes ilustres portugueses: Bacalhau Seco e Farinhas Maizena.
Estaremos condenados a gramar com a Manelhinha como PM, ou será que Balsemão e os seus convivas não ficaram bem impressionados? A ver vamos...
Ver: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2009/05/bilderberg-2009.html
Este ano, os convidados para a "mui" célebre e divulgada reunião Bilderberg foram estes ilustres portugueses: Bacalhau Seco e Farinhas Maizena.
Estaremos condenados a gramar com a Manelhinha como PM, ou será que Balsemão e os seus convivas não ficaram bem impressionados? A ver vamos...
Ver: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2009/05/bilderberg-2009.html
O Arauto da clarividência Emite a 1º vez!
Boas!
Somos um grupo de jovens, com ideias, ideais e pensamentos, e recusamos o analfabetismo politico e social vigente. Como tal, ousámos sentar em volta de umas bejecas, refletindo a realidade com o intuito de agir! Ideologicamente dispersos pelo espectro politico, concentramo-nos na discussão que frutifique numa realidade melhor. Para todos!
Somos um grupo de jovens, com ideias, ideais e pensamentos, e recusamos o analfabetismo politico e social vigente. Como tal, ousámos sentar em volta de umas bejecas, refletindo a realidade com o intuito de agir! Ideologicamente dispersos pelo espectro politico, concentramo-nos na discussão que frutifique numa realidade melhor. Para todos!
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